quarta-feira, 9 de março de 2011

Desisto!


Ja não procuro mais quem me encha a cama, já não procuro corpos que me encham as mãos. Não procuro a eternidade de uma só noite, nem o vão do para sempre. Hoje nada procuro for a do meu corpo e dos meus sentidos.
Hoje já não vagueio por aí a procura do incontrável, nem desejo o indesejavel. Cansei de querer tudo aquilo que não quero, e aperfeiçoar tudo aquilo que é imperfeito. Porque hoje já não me resta mais o tempo que nunca tive; porque hoje já não me resta a vontade de me ir perdendo a cada passo que dou para me encontar.
Se um dia desejei o tão desejado, se um dia sonhei para alem daquilo que era suposto ser sonhado, hoje entregue-me ao chão e encarcero todas as palavras que um dia soltei em vão, numa ridicula tentativa de ir buscar algo ao fundo de um baú que nunca existiu.
Hoje, aqui e agora, palavras apenas, sem destino, sem nexo, sem raíz. Hoje já naõ procuro lábios nem doces beijos perdidos nas bocas de gente estranha. Não mais desejo possuir o tempo que me separa dos caminhos que me levam a outras almas que não á minha....

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