Eles perguntam-me o porquê de ser pagão. Quase sempre tenho o sentimento que eles não compreendem o que é o paganismo e muitas vezes confundem o pagão com anti-cristo, satanicos, ateus e outras ceitas.
A verdade é que um pagão não é nada disso. Como poderia eu ser tão egoista para adorar um só Deus tão egocêntrico como os Deus das religiões que não aceitam a existencia de outros deuses? O paganismo tem sido amplamente definida como qualquer um envolvido em qualquer acto religioso, prática ou cerimônia, que não seja cristã. Judeus e muçulmanos também usam o termo para se referir a alguém fora da sua religião. Outros a definem como as religiões fora do cristianismo, o judaísmo, o hinduísmo eo budismo, enquanto alguns simplesmente defini-lo como sendo sem religião, mas um pagão não é uma pessoa que não acredita em Deus, como muitas pessoas pensam, no entanto, um pagão acredita em vários deuses.
Ser pagão significa estar aberto ao mundo sobre a forma como sente e não ter uma igreja a dizer como devemos controlar a forma como sentimos e o que sentimos. O pagão “igreja” é uma igreja de pensamento livre, onde não devemos simplesmente viver, tem que se estar completamente aberto ao mundo e a natureza ou então não estamos realmente vivos.
Ha varios simbolos que caracterizam o paganismo mas alguns deles são facilmente confundidos com os simbolos de outras religiões e ceitas. A diferença entre o pentagrama pagão e o pentagrama satanico, é que o pentagrama pagão tem um ponto para cima, enquanto o satanico tem dois. Os cinco pontos do pentagrama representam o ar, fogo, água, terra e espírito. Os cristãos roubaram a cruz dos pagãos pois Jesus não foi pregado a uma cruz mas sim a um madeiro – era assim que os criminosos eram mortos nessa altura.

A representação de Satã foi retirada do Deus pagão do sexo masculine que era o deus da caça. Nas civilizações antigas do Homem e da Natureza, os chifres eram uma representação do poder e masculinidade. Os chifres sempre foram sinal de algo divino. Na Babilónia, por exemplo, o grau de importância dos deuses era indentificado pela quantidade de chifres que lhe era atribuido. Os chifres foram incorporados pelos homens na idade da pedra quando eles perceberam que se vestir como o animal lhes facilitaria a seua aproximação durante a caça. Temos inicialmente um Deus da caça que mais tarde os cristão transformaram no Diabo com o objectivo de acabar com o culto pagão e “bruxaria” na Europa Ocidental.
Para quem acredita que a cruz é um simbolo cristão, engane-se. A cruz è um simbolo pagão e teve a sua origem na antiga Caldéia simbolizando o Deus Tamuz naquele país e em terras adjacentes no Egipto. Para outras culturas da antiguidade, a cruz simbolizava a “morte” e a “ressuscitação” do sol nos céus – daí a imagem duma cruz com o circulo a sua volta. Mais tarde os cristãos começaram a representar a imagem de Jesus com um circulo a volta da cabeça, transformando assim a cruz pagã numa imagem cristã. A ideia de que Jesus foi pregado a uma cruz é falsa e não há registo algum disso nem tão pouco algo que referencie que Jesus foi pregado numa cruz ou algo em forma de “X” ou “T”.
A cruz na religião cristã apareceu nos meados do século V onde (provavelmente) apareceu numa moeda. Só nos meados do século VII é que apareceu uma imagem bem clara da crucificação. Os primeiros cristãos geralmente retratavam a sua religião com simbolos como o peixe, pomba ou o pão da eucaristia, mas nunca Cristo na cruz (ou madeiro).
O termo pagão deriva do latim “paganus”, um adjectivo que originalmente significa “rural”, “rustico” ou “do campo”. Paganismo refere-se frequentemente as religiões da antiguidade classica, mais notáriamente na mitologia grega ou religião Romana. No entanto, até á ascensão do romantismo e da aceitação generalizada da liberdade de religião na civilização ocidental, "Paganismo", foi quase sempre usada de forma depreciativa de crenças heterodoxas que não se enquadram no quadro político estabelecido da Igreja Cristã.
A história registra que a adoração de muitos deuses, deusas e deuses era visto por pessoas tão importantes no culto. Pensou-se que tudo tinha um espírito e era politeísta, então as pessoas tinham deuses e deusas da floresta, mar e todos os aspectos da natureza. Quando as civilizações começaram a mudar e a se desenvolverem, os deuses foram aumentando e mudando com o povo. Reencarnação foi acreditado pelo povo, mas não a crença da existência do céu e do inferno.
A primeira proibição do paganismo foi decretada em 392 no império Romano e em 435 as medidas contra o paganismo foram reforçadas com a pena de morte para quem continuasse a fazer os rituais pagãos. É um absurdo dizer que os rituais pagãos envolviam sacrificios humanos e de animais. A imagem do sacrificio de uma virgem está ligada ao culto satanico e não ao culto pagão. Porém, em certos festejos era comum o “sacrificio”do animal, o que eu acredito que isto não passaria de um “ritual” de sobrevivência onde se matava o animal para a alimentação do povo, tal como ainda acontece hoje em dia em muitos povos com a matança do porco.
As dificuldades da igreja em acabar, de certa forma, com os pagãos cresceram com as invasões bárbaras do século V. A maioria dos invasores eram pagãos, mas nos meados do ano 500 verificou-se uma viragem quando os Francos se converteram ao cristianismo. Mais tarde, por volta do ano de 680, a conversão dos pagãos anglo-saxóricos e dos Lombardos arianos, o cristianismo passou a dominar quase por completo o espaço cultural da Europa ocidental, porém o paganismo continuou numa forma mais ou menos mitigada.
Numa tentaviva de converter os pagãos ao cristianismo, os sacerdotes criatãos passaram a cristianizar muitas festas festas pagãs, dando-lhes um novo sentido. A maioria dos templos pagãos foram sendo destruidos e substituidos pelas igrejas da nova fé. O que a igreja não conseguia destruir da antiga prática religiosa, adaptava-a, tornando-as em praticas cristãs, como foi o caso, por exemplo, do Natal, Páscoa, Carnaval entre outros. O mesmo aconteceu com os simbolos que simbolizava a ceita pagã, como por exemplo a cruz.
Acredita-se que Cristo nasceu em Agosto e não em Dezembro, nem tão pouco existem evidências da sua data de nascimento, nem mesmo um fragmento do texto biblico declara o nascimento de Cristo na época de Inverno. Mas a igreja tomou a celebração pagã do equinócio, que se realiza a 21 de Dezembro e mudou-o para o dia 25 onde começaram a celebrar o nascimento de Cristo.
O Natal que hoje se celebra deriva dos Germânicos pré-cristãos, Romanos e celtas que celebravam o solstício de inverno. O uso do azevinho, yule logs, decoração nas arvores, troca de presentes entre outros, são costumes pagãos bem antigos. Em muitos países europeus ainda se chama a esta festa “Yule-Tide” que significa “o tempo roda”- a celebração dos ciclos do tempo.
Os Romanos festejavam Saturno e o nascimento do Deus Mithra – cultura entre os soldados Romanos. Os camponeses começaram a aceitar a Religião que falava de Jesus – um homem que havia sido pregado na cruz pelos romanos o que lhes fazia lembrar o Deus Odin que havia sido pendurado numa arvore para adquirir a sabedoria das Runas e com o passar do tempo passaram a associar Maria – a mãe de Jesus - á mãe terra.
O culto dos persas Mitras estendeu-se durante os séculos 3 e 4 aC e antecede os rituais cristãs tais como o baptismo, hóstia, descanço de domingo. Os mitras costumavam sacrificar um touro no dia 25 de Dezembro de forma a comemorar o sol Invictus (sol invencivel) e sinalizar o nascimento de um novo sol – um novo deus que nasceu de uma pedra ou caverna sob forma de rescém-nascido. Os romanos celebravam também o festival Saturnália de 17 a 24 de Dezembro e esse festival consistia em visitar os amigos e dar prendas.
José- pai de Jesus, sempre foi conhecido como sendo carpinteiro, mas ele foi tambem um missionario, daí Maria ser chamada de Virgem Maria pois ela era a esposa de um missionário. A esposa de qualquer missionário era chamada de virgem vestal. Durante o tempo de ausência de José, Maria era uma virgem praticante considerada como “virgem com a intervenção divina de Deus”, mas quando junta com o seu espôso, eles mantinham relações sexuais como qualquer casal normal.
Quando Jesus começou a prégar, ele era um filósofo – ele não falou de como a religião judaica ou católico-romana deveriam ser executadas. Os discursos de Jesus eram uma libertação do povo pela ocupação dos Romanos e dos rigorosos templos judeus. O Novo Testamento não passa da filosofia de Jesus. Na verdade não existem copias originais pois o Rei James reescreveu o Novo Testamento como ele achama que deveria ser. A igreja católica sabe dessas mudanças mas recusa-se a reconhecê-las.
Muitos Cristãos comemoram o nascimento de Jesus a 6 de Janeiro – dia de Reis para muitas culturas- em Alexandria – que hoje é conhecido como Egipto- o nascimento do seu Deus-Homem (Jesus dos cristãos) Aion, também era celebrado nessa data.
De acordo com a antiga tradição cristã, Jesus morreu a 23 de Março e resuscitou a dia 25 do mesmo mês. Essas são as datas precisas da morte e da ressureição de Attis. Muitas são as semelhanças entre a vida de Cristo e outros deuses pagãos. A biblia regista que Jesus foi crucificado entre dois ladrões – um foi para o céu e outro para o inferno. Na crença Mitras, uma imagem comum mostrou Mithra ladeado por dois homens, cada um segurando uma tocha, um em cada lado. Um tinha a tocha apontada para cima enquanto a do outro a tocha estava direccionada para baixo. Uma deusa suméria cuja crucificação, ressurreição e escapar do submundo é contada em tabletes cuneiformes datado no ano 1500 aC
A visita dos três Reis magos – Belchior, Gaspar e Baltazar. Em nenhuma passagem da biblia refere os magos como sendo reis nem tão pouco quantos eram ou os seus nomes. Mateus 2.1 refere “ e, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia (...) eis que uns magos vieram do oriente a jerusalém dizendo : onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a estrela do oriente e viemos adora-lo. (...) e, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram e abrindo os seus tesouros ofereceram-lhe dádivas”.
Existe uma explicação pelo qual se diz que os três reis magos visitaram o nascido Jesus – deus-homem. Os sábios são homens muitos sensatos de elevada inteligengia e conhecimento. Os magos são, de facto, astrólogos e astrónomos daí a sua ligação com o paganismo e não com o cristianismo, até porque o cristianismo reprova a astrologia.
A estrela de Belém que sinalizou o nascimento de Jesus não é mais do que a aproximação ilusórica do planeta Venus – conhecida Estrela d’Alva- Jupiter e Saturno no céu fazendo com que seus brilhos se juntassem, tornando-se assim mais forte a olho nu. A 25 de dezembro, um fenómeno de tês aproximações aparentes de dois planetas, um dos fenómenos mais importantes da astrologia- conjunção triplice. Segundo a cultura cristã os três reis magos seguiram a estrela que os levaram a Belém. Esta descrição também não passa de um outro facto astrológico. Os antigos chamavam, os três reis a um conjunto das três mais cintilantes estrelas liniares que, ilusoricamente, estão direccionados a conjunção triplice. Daí dizer-se que os três reis magos segira a estrela até Belém onde nasceu o menino Jesus.
Tendo em conta a posição deste acontecimento astrológico, tanto a conjunção triplice como as três estrelas estavam inclinadas para nascente, onde, nessa data, o sol volta a dirigir-se para Norte após três dias na mesma posição – o nascimento do menino deus, o Deus-sol que ressuscitava voltando a iluminar o povo. Três reis magos (Três estrelas) seguiram uma estrela (conjunto tríplice) que os levaram ao encontro do menino Jesus ( Deus-sol).
Tanto Dionysus como Jesus celebram a ultima ceia com os 12 disciplos antes das suas mortes. Dionysus é descrito por trazer uma nova religião para o povo, sendo traído por um dos seus discípulos, ser preso e aparecer diante do governante político. Dionysus disse aos seus captores “vocês não sabem o que estão a fazer”, quase reproduzindo as palavras de Jesus na cruz, sendo injustamente acusado e executado.
O corpo de Jesus foi envolto em linho e ungido com mirras e aloés. Osíris também foi envolto em linho e ungido com mirra. Jesus e Empédocles foram registrados como ensinar a verdade espiritual, curar doênças, controlar ventos e chuva, prever o futuro e ressuscitar pessoas mortas. Ambos Jesus e Mithra realizaram muitas curas dos enfermos e doentes mentais, Mithra também ficou conhecido por ressuscitar pessoas da morte.
Marcus, Capitulo 5, descreve que Jesus tirou os demonios do corpo de um homem e os passou para uma vara de uns 2000 porcos que depois despenharam-se no mar onde todos se afogaram “5:12 Rogaram-lhe, pois, os demônios, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.
5:13 E ele lho permitiu. Saindo, então, os espíritos imundos, entraram nos porcos; e precipitou-se a manada, que era de uns dois mil, pelo despenhadeiro no mar, onde todos se afogaram”
Em Eleusis, cerca de 2000 iniciantes iriam banhar-se no mar. Cada um deles carregava um pequeno porco, para onde os seus pecados iriam ser transferidos. Os porcos foram então preseguidos ao longo de um precipício e mortos.
João 21:11 registra que Jesus realizou um milagre que permitiu que Simão Pedro apanhasse exactamente 153 peixes. O pitágoras pagão considerava 153 um numero sagrado. A proporção de 153-265 foi referido pelo Archimedes pagão como “a medida dos peixes”. Essa relação é utilizada para gerar uma forma de peixe com o uso de dois circulos. O simbolo do peixe foi utilizado pelos cristãos como seu simbolo principal antes da cruz.
O batismo foi um ritual principal, que lavava os pecados de uma pessoa. Em alguns desses rituais, o batismo foi realizado por aspersão de água benta sobre o crente, noutros, a pessoa ficava totalmente imersa na água.
O sacramento mais importante foi o ritual da refeição do pão e do vinho, que simboliza o corpo e o sangue do Deus-homem. Os seus seguidores foram acusados de envolvimento em canabalismo. O maior dogma criatão ou do cristianismo gira em torno da crença de que a unica via para a salvação, e a vida eterna depois desta vida terrena é feita através da aceitação de uma crença com regras básicas, uma delas é o ritual de comunhão e da aceitação do pão e do vinho que retrata o corpo e o sangue de Jesus Cristo.
Na maioria das igrejas essa comunhão é feita com pão e vinho. A igreja católica usa a hóstia enquanto os protestantes usam pão em cubos. Algumas igrejas usam vinho enquanto outras usam sumo de uva, mas o simbolismo é todo o mesmo.
As citações desde ritual varia ligeiramente nos quatro evangelhos, com o basico da seguinte forma “tomai e comei, isto é o meu corpo”palavras de Mateus 26:26 Jesus diz sobre o pão. Alem disso “bebei todos, este é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado para a remissão dos pecados” em Mateus 26:28.
“Aquele que não comer do meu corpo ou beber do meu sngue, para que ele seja feito comigo e eu com ele, o mesmo não deve conhecer a salvação” é uma extorção de um registro Mitra e que deu origem ao ritual da comunhão.
Os primeiros cristãos eram convertidos entre Março e Abril através do batismo. Os Mitras tambem iniciavam os seus novos membros nesses meses. Os primeiros cristãos estavam nus quando eram batizados e, após a imersão, eles vestiam roupas brancas e usavam uma coroa. Durante a procissão até á basílica eles levavam uma vela acesa representando a iluminação espiritual. Os seguidores de Mithra também eram batizados nus, vestiam roupas brancas e uma coroa e caminhavam em procissão até ao templo, no entanto, em vez de velas, eles carregavam uma tocha.
Também há registos de que os seguidores de Jesus falavam em línguas. No Trofônio e Delos, os sacerdotisas pagãos também falavam em línguas – era simplesmente uma forma de falar para que cada pessoa presente ouvisse na sua propria lingua.
A razão pelo qual todas estas narrativas são tão semelhantes com um Deus-homem crucificado e ressuscitado, que fez milagres e tem 12 discipulos, é porque todas essas histórias foram basiadas nos movimentos do sol no céu. Jesus Cristo e todos os outros deus-homem são personificações do sol e a fabula do evangelho é meramente uma repetição da formula mitológica que giram em torno dos movimentos do sol.

Muitos Deus-homens crucificados têm o seu aniversário no tradicional dia 25 de Dezembro. Isto porque os antigos reconhecerem que o sol faz uma descida anual para o sul, até ao dia 21 ou 22 de Dezembro – o solstício de inverno. Quando ele para de mover para o sul, o sol fica parado durante 3 dias antes de começar a mover-se novamente para Norte. Daí os antigos dizerem que o “Deus-sol morreu por 3 dias e nasceu de novo” a 25 de Dezembro. Os antigos sabiam que necessitariam que o sol voltasse todos os dias, pois se não voltasse eles teriam grandes problemas. Devido ao retorno do sol, os antigos começaram a festejar o Deus-sol a 25 de Dezembro.
Em algumas culturas o calendário começou originalmente na constelação de Virgo – Virgem- daí o sol ter nascido de uma “virgem”. O sol também era relatado como sendo a “luz do mundo” Os antigos também relatavam que o sol “vem em nuvens, e todo o olho o verá”. Para eles o facto do sol se levantar todas as manhãs era considerado “o Salvador da humanidade”. Muitas são as imagens da previsao do retorno de Jesus em que ele vem numa nuvem.
A descrição que os antigos tinham para o sol era que o sol vestia uma corona “coroa de espinhos” ou halo e que caminhava sobre a água. Os 12 discipulos ou “ajudantes” eram os 12 meses do ano que condizem com os 12 signos do zodíaco e as constelações, através do qual o sol passa.
As 12 horas – meio dia- o sol esta na casa ou templo “mais alto”, sendo assim descrito como ele começar no trabalho do pai aos 12. O sol entra em cada signo do zodíaco a 30°, pelo que o Deus-sol começa o seu ministério na “idade” 30.
Muitos cristãos comemoram o festival anual que comemora a ressurreição de cristo alegada entre 22 de Março e 25 de Abril. Durante séculos os cristãos euroditos têm debatido a data da crucificação de Jesus mas nem mesmo os cristãos sabem quando é que ele morreu. A verdade é que não ocorre um unico fragmento de evidência de um Jesus crucificado no Monte Calvário ou em qualquer outro lugar.
Os judeus comemoram a “páscoa” em torno desta data a partir de uma história de Êxodo, onde Deus passa sobre os “escolhidos” em seu caminho para matar os primogenios do Egipto (Êxodo 11:12). No entanto as pessoas celebravam a Páscoa durante o equinócio vernal, muito antes do Judaísmo, Cristianismo e dos seus mitos supersticiosos.
Ninguem sabe a origem da palavra “Pascoa” mas alguns suspeitam que deriva de Eastre, um nome anglo-saxão da deusa Teutônica da primavera e da fertilidade ao qual as pessoas dedicam o mês correspondente ao Abril. A tradição de Eastre sobrevive no coelho da páscoa que representa a fertilidade e o puro. Os ovos coloridos, originalmente pintados com cores brilhantes, representavam o sol da primavera e o inicio de vida. Egiptos e Persas costumavam pintar os ovos com cores da primavera e oferecer aos amigos.
Os gregos celebravam a páscoa como o retorno de Perséfone, filha de Deméter, deusa da terra vinda do submundo para a luz do dia. Para os gregos, o seu retorno simbolizava a ressureição da vida na primavera após a desolação do inverno.
Além do Natal e da Páscoa outros festejos cristãos também foram tirados do culto pagão. O nome “Valentine” vem de um dos dois mártires cristãos no século III. Um descreve um cristão marterizado durante a preseguição de Claudis II; o outro, um bispo de Teni, que foi marterizado em Roma. A maioria das celebrações cristãs têm uma preocupação com a morte e o martírio numa forma de sensibilizar as pessoas. Ocorrem várias versões da lenda cristã mas não é sabido ao certo a verdadeira origem deste evento na religião cristã.

A celebração de mandar postais (ou notas) e presentes aos entes queridos começou muito antes da versão cristã. Em Roma pré-cristã, as pessoas celebravam Lupercalia, um feriado romano que teve lugar durante os idos de Fevereiro. Este festejo era realizado no dia 15 desse mesmo mes. Os romanos dessa altura acreditavam que a deusa Juno Februata (de onde vem o nome de Fevereiro) infligia a sua “febre do amor” nos jovens. O festival de fertilidade de Lupercalia (em honra do Deus Lupercus pastoral) envolvia uma orgia sexual.
Durante anos a igreja cristã tentou suprimir o festival de Lupercalia. Em 496 dC, o papa Gelásio mudou Lupercalia de 15 para 14 e rebatizou-o após o lendário São Valentim numa tentativa de acabar com a celebração pagã.
Halloween , semelhante ao Natal e a Páscoa e outros festejos, também foi um festejo que os cristãos tiraram dos festejos dos pagãos celtas com o mesmo intuito de converter os pagãos á sua religiao. Halloween é o Feriado antes do dia de todos os santos e também é chamado de All Hallows Eve. Este festejo pagão tinha como objectivo celebrar os mortos e foi iniciado em Inglaterra. Os celtas acreditavam que na noite de 31 de outubro a deusa Danu permitia aos mortos voltarem a terra para criar um ambiente de terror. Danu era também a deusa da terra e da vida e é descrita como tendo três faces ou aspectos: Morrigan (gralha da guerra); Blodeuwedd (dama das flores, simbolizando a vida) e Brighid ( A Mãe, simbolo da fertilidade). A sua devoção era tão grande que o nome do famoso rio Danúbio foi dado em sua honra.
O carnaval, o que não deve ser surpresa para muitos, também é um fenómeno social que veio da era pagã. No antigo Egipto, Grécia e em Roma as pessoas de diversas classes sociais saiam as ruas e reúniam-se nas praças publicas com mascaras e enfeites para beberem, dançarem, cantarem e entregarem-se ás mais diversas libertagens e extravagancias.
O Carnaval pagão começou quando Pisistráto oficializou o culto Dionisio na Grécia no século VII aC, os cristão só começaram a festejar oficialmente o carnaval em 590 dC. No Carnaval pagão, as pessoas celebram e adoravam os deuses e era também uma prática religiosa ligada á fertilidade do solo do género de culto agrário onde se comemorava as boas colheitas e a benevolência dos deuses.
Na idade média, o Carnaval passou a ser chamado de “Festa dos Loucos”, pois o folião perdia completamente a sua identidade cristã e se apegava aos costumes pagãos durante três dias onde tudo passava a ser permitido – os três dias de folia durante os 40 dias de penitencia e abstinencia de carne da Quaresma.
A pergunta que gere é o porquê das religiões – principalmente cristãs- celebram maioriamente a dor, a morte e o martírio quando a verdadeira origem desses festejos eram para celebrar a vida, os deuses e a prosperidade? Na minha opinião, toda a imagem de terror e dor que os cristão querem dar a esses festejos nada mais é do que a sua forma de sensibilizarem as pessoas e, até certo ponto, amedrontarem as pessoas com o crença de quem não seguir a sua religião irá para o inferno e não terá vida eterna após a morte.
Pessoalmente eu prefiro a vida do que a dor...